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Informativo Diário

22/06/2021

COM REFERENCIAIS EM DIREÇÕES OPOSTAS, MERCADO DE SOJA INICIA A SEMANA LENTO E PREÇOS TÊM OSCILAÇÃO MISTA NO FÍSICO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana bastante lento nas diferentes praças de negociação do país. Em sessão volátil, a commodity iniciou o pregão com perdas significativas em Chicago, mas recuperou ao longo do dia e chegou a registrar ganhos de mais de 20 pontos nos principais vencimentos. Já o câmbio operou com perdas de quase 1%, limitando parte dos ganhos da CBOT e contribuindo para a lentidão do mercado.

RS: dia de preços firmes em um mercado bastante lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicações nominais de compra entre R$ 154 e R$ 154,50 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 153,50. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 147 e R$ 148 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: houve alta nas cotações em um mercado sem negócios significativos. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, indicações nominais de compra entre R$ 156 e R$ 157 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 150,50 por saca para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e em queda no farelo na segundafeira. Nas posições spot, ganhos de 1,36% no grão e de 3,80% no óleo, e perdas de 0,08% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,2250 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,15 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 23 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com ganhos de 18 pontos, com negócios a US$ 13,73 por bushel.

• O mercado iniciou o dia pressionado pelas boas chuvas do final de semana sobre o Meio Oeste dos Estados Unidos, beneficiando as lavouras.

• Ao longo do dia, os sinais de reaquecimento da demanda chinesa no mercado e a queda do dólar frente a outras moedas garantiram a recuperação. Os chineses adquiriram entre 8 e 10 navios de soja americana recentemente. Ainda na parte da manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 336 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China e 120 mil para destinos não revelados.

• Apesar das chuvas, as condições das lavouras americanas ainda merece atenção, pois falta umidade em várias regiões. No final da tarde, o USDA divulgará seus números. O mercado aposta em taxa de lavouras em boas a excelentes condições recuando de 62% para 60%. O plantio deverá evoluir de 94% para 97%.


CHINA As importações de soja do Brasil pela China aumentaram 82% em maio em relação ao ano anterior, mostraram dados no domingo, à medida que as cargas compradas anteriormente passaram pela alfândega. Chuvas atrasaram as entregas. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 9,23 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em maio, ante 5,08 milhões de toneladas no mês anterior, segundo a Administração Geral da Alfândega. Em igual período do ano passado, havia importado 8,86 milhões de toneladas do Brasil. As informações são da Agência Reuters.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,96% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0220 para venda, renovando o menor valor de encerramento de 2021, em sessão volátil acompanhando o exterior, onde a moeda norte-americana operou fragilizada ante as divisas pares e de países emergentes. À tarde, investidores reagiram às declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre os caminhos da política monetária a partir do ano que vem, em meio à pressão inflacionária no país. Aqui, um fluxo local corroborou para sustentar a queda da moeda.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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