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Informativo Diário

20/07/2021

REFERENCIAIS SEGUEM EM SENTIDOS OPOSTOS, PREÇOS OSCILAM DE FORMA MISTA E NEGÓCIOS MODERADOS SÃO REPORTADOS NA SAFRA NOVA

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana calmo nas diferentes praças de negociação do país. Com os principais referenciais em direções opostas, as cotações da oleaginosa oscilaram de forma mista e negócios moderados foram reportados na safra nova. Em Chicago, a commodity iniciou o pregão com ganhos na casa dos 13 pontos, porém reverteu e encerrou com perdas de mais de 26 pontos nos principais vencimentos. Em contrapartida, o câmbio avançou acentuadamente, fechando próximo à máxima do dia. Ainda assim, no melhor momento do dia, houve indicações de até R$ 175 por saca nos portos para embarque imediato e pagamento em meados de setembro, porém somente lotes pontuais foram comercializados.

RS: dia de alta nos preços e negócios moderados reportados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicações nominais de compra entre R$ 173 e R$ 173,50 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 172,50. No interior do estado, indicações entre R$ 165 e R$ 166 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: houve alta nos preços em um mercado calmo. Para embarque imediato e pagamento em meados de agosto deste ano, indicações de compra entre R$ 171,50 e R$ 172 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 165 por saca para embarque imediato e pagamento em meados de agosto deste ano, porém sem contrapartida de vendas.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na segunda-feira. Nas posições spot, perdas de 1,83% no grão, de 0,93% no farelo e de 2,37% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato agosto/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,80 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,28 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 13 pontos nos principais vencimentos. O vencimento setembro/21 operava com perdas de 11,25 pontos, com negócios a US$ 13,9475 por bushel.

• O mercado seguiu o desempenho negativo de outras commodities, em meio ao quadro de maior aversão ao risco decorrente dos temores com o avanço da variante delta da covid-19.

• A preocupação com o aumento dos casos de covid traz temores sobre o ritmo de recuperação da economia mundial. Com isso, fundos e especuladores buscam investimentos mais seguros e desmontam posições em commodities. O petróleo despencou quase 8%, arrastando os produtos agrícolas. O dólar subiu frente a outras moedas. As bolsas de valores despencaram.

• Na parte da manhã, a oleaginosa encontrou sustentação nas previsões climáticas. Os boletins indicam poucas chuvas e temperaturas elevadas para o Meio Oeste dos Estados Unidos. Estas condições desfavoráveis atingiriam as lavouras durante a fase decisiva para a definição do potencial produtivo.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 143.934 toneladas na semana encerrada no dia 15 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 200 mil toneladas.

• No final do dia, o USDA vai atualizar seus dados sobre a evolução das lavouras americanas. O mercado espera que o percentual de plantas entre boas e excelentes condições suba de 59% na semana anterior para 60%.


CHINA A campanha multifacetada da China para reverter a alta dos preços das commodities está afetando o maior comprador mundial de muitos recursos importantes e sua marca de política econômica de comando contra forças do mercado global. Os preços mostram que a vitória continua elusiva. As informações são da agência de notícias "Dow Jones".


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,61%, a R$ 5,2500 para venda, em um claro movimento de tensão e forte preocupação dos investidores com a variante Delta da covid-19 e os efeitos que ela trará para a economia global. Analistas ponderam que pode estar ocorrendo um exagero para esse avanço do dólar hoje.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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