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Informativo Diário

07/05/2021

FÍSICO TEM DIA LENTO E PREÇOS NOMINAIS COM CHICAGO E DÓLAR EM SENTIDOS OPOSTOS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu pouco agitado nas diversas praças de negociação do país. Com os principais referenciais em sentidos opostos, a oleaginosa registrou mais uma sessão de lentidão no mercado físico, onde os preços oscilaram de forma mista e somente lotes pontuais foram comercializados. Em Chicago, a commodity voltou a testar a linha de US$ 16,00 por bushel, fechando acima desse patamar. Já o câmbio segue sua tendência de queda, encerrando com perdas acentuadas e no menor valor de fechamento desde meados de janeiro desse ano.

RS: negócios moderados no estado e preços oscilando de forma mista. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de junho/21, indicações nominais entre R$ 181 e R$ 182 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 180. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 175 e R$ 176 por saca FOB para embarque e pagamento curtos, patamares onde pelo menos 15 mil toneladas de soja trocaram de mãos no estado ao longo do dia.

PR: preços nominais no estado e poucos negócios reportados. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicação de compra até R$ 181 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra até R$ 173 por saca para embarque e pagamento dentro do mês de maio.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, e mistos no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,48% no grão e de 0,80% no farelo, e perdas de 0,73% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 16,09 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 16,0550 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento jul/21 operava com ganhos de 23,75 pontos, com negócios a US$ 15,66 por bushel.

• O aperto nos estoques globais e os bons preços praticados no mercado físico americano impulsionaram as cotações, que encerraram perto das máximas do dia.

• A demanda aquecida nos Estados Unidos é reflexo da necessidade dos processadores locais em manter o forte ritmo de esmagamentos dos últimos meses. Esse movimento, combinado com uma disponibilidade baixa, garantiu a forte alta.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 165.300 toneladas na semana encerrada em 29 de abril. Representa um recuo de 44% frente à semana anterior. Destinos desconhecidos lideraram as importações, com 135.500 toneladas.

• Para 2021/22, foram mais 192.900 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 100 mil e 800 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.


CHINA O planejador estatal da China disse que o governo vai "suspender indefinidamente" todas as atividades sob o Diálogo Econômico Estratégico China-Austrália, o mais recente sinal de deterioração das relações entre os dois países. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma disse que a decisão foi tomada após autoridades australianas "lançaram uma série de medidas para interromper as trocas normais e a cooperação" entre as nações. Esses movimentos foram feitos "com uma mentalidade da Guerra Fria e discriminação ideológica", disse o NDRC disse em comunicado, sem fornecer mais detalhes.


CÂMBIO A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem em elevar a Selic (taxa básica de juros) em 0,75 ponto percentual (pp), para 3,50% ao ano, teve impacto direto no preço do dólar comercial na sessão de hoje, recuando 1,60%, sendo negociado a R$ 5,2780 para venda. Na avaliação dos agentes de mercado consultados pela Agência CMA, a decisão tende a achatar a curva de juros e a aliviar a pressão sobre o real. Eles ressalvam, entretanto, que o ritmo do avanço da moeda brasileira tende a ser mais moderado em relação aos ganhos recentes antes o dólar.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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