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Informativo Diário

20/05/2021

SOJA DERRETE EM CHICAGO, PREÇOS FÍSICOS RECUAM E MERCADO PERMANECE TRAVADO NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja continuou travado nas principais praças de negociação do país. Em dia de perdas significativas em Chicago, que chegou a operar nos níveis de US$ 15,22 por bushel ao longo o dia, os preços internos da commodity recuaram acentuadamente e o mercado permaneceu vazio de ofertas. A alta do câmbio, que retornou aos patamares de R$ 5,30, impediu uma queda mais consistente nas cotações domésticas. Com pouco interesse por parte dos agentes, não foram reportados negócios envolvendo volumes significativos no país.

RS: mercado vazio de ofertas e cotações recuando no estado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 174 e R$ 175 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 174. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 170 e R$ 171 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: houve queda nos preços em um mercado bastante lento. Para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicações nominais de compra entre R$ 180 e R$ 181 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 167 por saca para embarque e pagamento em meados de junho deste ano, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e mistos no farelo na quarta-feira. Nas posições spot, perdas de 2,28% no grão, de 1,85% no farelo e de 3,20% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 15,7625 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 15,3825 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 40,25 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com perdas de 40 pontos, com negócios a US$ 14,8125 por bushel.

• Chuvas benéficas às lavouras do Meio Oeste e a queda acentuada do petróleo deflagraram vendas por parte de fundos e especuladores, que colocaram as cotações nos menores níveis desde 23 de abril.

• A venda de 142,5 mil toneladas para o México por parte de exportadores privados foram insuficientes para conter a correção especulativa desta quarta.

• Para amanhã, o mercado aguarda o relatório de vendas líquidas semanais dos Estados Unidos. O mercado aposta em número entre -100 mil e 500 mil toneladas.

• O cenário favorável à queda combina ainda bom avanço do plantio nos Estados Unidos, ausência da China na ponta compradora e esmagamento abaixo do esperado durante o mês de abril. Mas os fundamentos ainda seguem positivos, principalmente o quadro apertados para os estoques globais.


ARGENTINA A autoridade portuária da Argentina disse, nesta quarta-feira, que os uma greve de trabalhadores desacelerou as exportações de grãos hoje. O sindicato que representa os trabalhadores disse que a greve deve se estender até a quinta-feira e demonstrou preocupação com a falta de vacinações contra a covid-19.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,18% no mercado à vista, cotado a R$ 5,3150 para venda, interrompendo a sequência de três quedas seguidas, com investidores digerindo a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), realizada no fim de abril. O receio do mercado com a alta da inflação global sustentou os ganhos da moeda norte-americana ante os pares e divisas de países emergentes por toda a sessão.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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