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Informativo Diário

09/09/2021

FORTE ALTA DO DÓLAR ALAVANCA PREÇOS DA SOJA, MAS ESCASSEZ DE OFERTA E PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS LIMITAM NEGOCIAÇÕES

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas diferentes praças de negociação do país. No retorno do feriado nacional do Dia da Independência do Brasil, os preços da commodity avançaram significativamente e negócios moderados foram reportados no país. O firme avanço do câmbio, que fechou acima do patamar de R$ 5,30 por dólar, alavancou as cotações domésticas. Em Chicago a oleaginosa também teve um dia positivo, subindo mais de 7 pontos no melhor momento pregão. Apesar da forte alta da saca da soja, o mercado ainda segue pouco ofertado. A paralisação dos caminhoneiros em diversas cidades também afetou as negociações.

RS: dia de alta nos preços em um mercado pouco ofertado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de outubro, indicações na faixa de R$ 175 por saca CIF. No interior do estado, indicações até R$ 171 por saca FOB para embarque e pagamento dentro do mês de setembro.

PR: mercado agitado em dia de cotações significativamente mais altas. Para embarque em fevereiro/22 e pagamento em meados de abril/22, indicações entre R$ 159,50 e R$ 160 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 170,50 por saca para embarque e pagamento em meados de outubro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em queda no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, ganhos de 0,15% no grão e de 0,02% no farelo, e perdas de 0,53% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 12,88 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 12,7950 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 3,50 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/22 operava com ganho de 1,50 ponto, com negócios a US$ 12,9575 por bushel.

• Em dia volátil, os agentes buscaram um melhor posicionamento frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta.

• Sinais de demanda firma pela soja americana, com nova venda para a China, dessa vez de 106 mil toneladas, ajudaram na sustentação, mas a alta foi limitada pelos problemas com embarques americanos, ainda em decorrência da passagem do furacão Ida.

• O Departamento deve elevar a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. O relatório de setembro do Departamento será divulgado nesta sexta, 10, às 13hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,363 bilhões de bushels em 2021/22. Em agosto, a previsão ficou em 4,339 bilhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões.

• Para os estoques, o mercado aposta em estimativa de 178 milhões. Em agosto, o USDA indicou estoques em 155 milhões de bushels. A previsão para 2020/21 deverá passar de 160 milhões para 166 milhões de bushels.

• Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 96,9 milhões de toneladas, contra 96,2 milhões estimados em agosto. Para 2020/21, a previsão deverá baixa de 92,8 milhões para 92,5 milhões de toneladas.

• Em relação à safra brasileira em 2020/21, o mercado indica número de 136,7 milhões de toneladas, um pouco abaixo dos atuais 137 milhões previstos. Para a Argentina, a aposta é de corte de 46 milhões para 45,9 milhões de toneladas.


CHINA A balança comercial da China registrou superávit de US$ 58,34 bilhões em agosto, após o saldo positivo de US$ 56,60 bilhões em julho, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas do país. Os analistas esperavam superávit de US$ 48,0 bilhões. As exportações da China subiram 25,6% em agosto em base anual, após a alta de 19,3% de julho. Analistas esperavam avanço de 17,0% nas exportações. Por sua vez, as importações chinesas subiram 33,1% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2020, após a alta de 28,1% em julho. A previsão era de alta de 25,7%.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em R$ 5,3250, com alta de 2,87%. A sessão foi marcada pela tensão gerada com as manifestações desta terça-feira, aumentando ainda mais a crise entre os poderes, impactando diretamente o câmbio.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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