Voltar

Informativo Diário

13/07/2021

EM DIA DE USDA, SOJA TEM PREÇOS REGIONALIZADOS E NEGÓCIOS MODERADOS REPORTADOS

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana calmo nas principais praças de negociação do país. Em dia de relatório de oferta e demanda mundial, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a commodity registrou importantes ganhos em Chicago, avançando até 28 pontos nos principais vencimentos. Em contrapartida, a moeda norteamericana recuou firmemente, anulando parte dos ganhos na CBOT. Com isso, os preços oscilaram de forma mista e negócios moderados foram reportados no país.

RS: dia de alta nos preços em um mercado pouco ofertado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicações nominais de compra entre R$ 169 e R$ 170 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 169. No interior do estado, indicações entre R$ 162 e R$ 163 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: mercado calmo e cotações firmes no estado. Para embarque e pagamento em meados de agosto deste ano, indicações nominais de compra entre R$ 168,50 e R$ 169,50 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra na faixa de R$ 162,50 por saca para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, porém sem contrapartida de vendas.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão, no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, ganhos de 2,02% no grão, de 0,68% no farelo e de 4,13% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,32 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,3250 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 16,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com ganhos de 16,75 pontos, com negócios a US$ 13,96 por bushel.

• Em dia de divulgação de um relatório sem surpresas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a questão clima no Meio Oeste garantiu a sustentação.

• As chuvas do final de semana ficaram abaixo do esperado e os boletins indicam clima seco e temperaturas elevadas no médio prazo sobre as regiões produtoras dos Estados Unidos. Estas condições poderiam prejudicar o desenvolvimento das lavouras. No final do dia, o USDA divulga o seu levantamento para evolução das lavouras e a expectativa do mercado é de que o percentual de soja entre boas e excelentes condições suba de 59% para 60%.

• O levantamento de oferta e demanda mensal do USDA não trouxe novidades e teve seu impacto limitado. Os preços cederam um pouco logo após a divulgação, mas logo se recuperaram.

• O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,405 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,88 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,374 bilhões ou 119 milhões. Não houve alteração na comparação com o levantamento de junho.

• Os estoques finais estão estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 140 milhões ou 3,81 milhões de toneladas. A previsão também não se alterou na comparação com o relatório de junho.

• O USDA projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 385,22 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 94,49 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 92,3 milhões de toneladas. Em junho, o USDA indicou produção de 385,52 milhões e estoques de 92,55 milhões de toneladas. A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,88 milhões de toneladas. Para o Brasil, a revisão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 102 milhões de toneladas, contra 103 milhões do relatório anterior.

• Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 363,57 milhões de toneladas. • Os estoques de passagem estão projetados em 91,49 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 87,6 milhões de toneladas.

• A produção do Brasil foi mantida em 137 milhões, dentro do esperado pelo mercado. Já a safra argentina foi reduzida de 47 milhões para 46,5 milhões de toneladas. O mercado apostava em safra de 46,4 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi reduzida de 100 milhões para 98 milhões de toneladas.


CHINA Pequim se opõe fortemente e adotará uma resposta apropriada às sanções anunciadas pelos Estados Unidos a 23 empresas chinesas, disse o Ministério do Comércio da China no domingo. As informações são da agência de notícias "Sputnik".


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em queda de 1,26%, cotado a R$ 5,1730 para venda, em um movimento de correção após o feriado em São Paulo na última sexta-feira. Porém, os investidores seguem monitorando a variante delta da covid-19 e seus desdobramentos na economia global.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2021 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax