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Informativo Diário

12/05/2021

SOJA TEM ALTA ACENTUADA EM CHICAGO, COTAÇÕES AVANÇAM E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja apresentou melhor movimentação nas diferentes praças de negociação do país. Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a commodity voltou a registrar importantes ganhos e renovou máximas em Chicago, chegando a operar nos níveis de US$ 16,50 por bushel no melhor momento do pregão. Acompanhando as altas da CBOT, os preços físicos tiveram firme alta e melhores negócios foram registrados. Rumores apontam pelo menos 300 mil toneladas de soja trocando de mãos ao longo do dia no país.

RS: preços firmes em um mercado com melhores negócios reportados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 183 e R$ 184 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 181. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 176 e R$ 177 por saca FOB para embarque e pagamento curtos, patamares onde pelo menos 100 mil toneladas de soja foram comercializadas ao longo do dia.

PR: dia de alta nas cotações e bons negócios reportados. Para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicação de compra até R$ 187 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra até R$ 174,50 por saca para embarque e pagamento dentro do mês de maio. Rumores apontam pelo menos 100 mil toneladas de soja trocando de mãos no estado ao longo do dia.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em firme alta no grão, no farelo e no óleo na terça-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,08% no grão, de 1,14% no farelo e de 1,45% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 16,5025 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 16,3750 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 32 pontos nos principais vencimentos. O vencimento jul/21 operava com ganhos de 32 pontos, com negócios a US$ 16,1950 por bushel.

• Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o cenário fundamental deflagrou um movimento de compras por parte de fundos e especuladores, colocando a posição julho no melhor nível desde setembro de 2012.

• O mercado aposta que os dados do USDA vão apontar a manutenção do aperto nos estoques globais da oleaginosa até 2022.

• O Departamento vai divulgar as suas primeiras estimativas de oferta e demanda de soja americana para a temporada 2021/22. O mercado aposta em números de produção e estoques acima dos obtidos em 2020/21. O relatório de maio do Departamento será divulgado nesta quarta, 12, às 13hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,441 bilhões de bushels em 2021/22, superando a safra 2020/21, que está estimada em 4,135 bilhões de bushels. Para os estoques, a previsão é de elevação, passando de 120 milhões previstos em abril para 2020/21 para 132 milhões de bushels na nova temporada. O número para a temporada 20/21 pode ser cortado para 118 milhões, segundo avaliação do mercado.

• Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 88,8 milhões de toneladas, superando as 86,9 milhões de toneladas indicadas para 2020/21. Esse último número não deverá ser modificado no próximo levantamento.

• A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá ter sua estimativa elevada de 136 milhões para 136,1 milhões de toneladas. A safra argentina pode ter corte, passando de 47,5 milhões para 46,7 milhões de toneladas.

• Ontem, o USDA divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 9 de maio, a área plantada estava apontada em 42%. O mercado esperava o número em 40%. Na semana passada, o número estava em 24%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 36%. A média é de 22%.

• Apesar da boa evolução do plantio, as condições climáticas preocupam, principalmente em função do adiamento na fase de emergência, o que pode prejudicar o potencial produtivo.


CHINA O índice de preços ao produtor da China subiu 6,8% em abril em relação ao mesmo período do ano anterior, maior nível desde outubro de 2017, após a alta de 4,4% reportada em março, segundo informações do departamento de estatísticas do país. Na comparação com o mês imediatamente anterior, o índice de preços ao produtor da China avançou 0,9% em abril, após a alta de 1,6% em março.


CÂMBIO O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,2240 para venda. Ao longo do dia, a moeda norte-americana teve forte volatilidade, com diversos fatores influenciando o valor da divisa. Entre os motivos está os dados inflacionários no Brasil divulgados hoje, além do andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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