Voltar

Informativo Diário

14/06/2021

SOJA CAI MAIS DE 2% EM CHICAGO, PREÇOS RECUAM NO FÍSICO E COMERCIALIZAÇÃO PERMANECE ARRASTADA

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana travado nas diversas praças de negociação do país. Enfileirando o terceiro pregão de perdas acentuadas em Chicago, a commodity fechou com queda de mais de 35 pontos e chegou a operar abaixo da linha de US$ 15,00 por bushel ao longo do dia. A firme alta do câmbio impediu um recuo ainda maior dos preços físicos, que encerraram significativamente mais baixos. Com falta de atratividade nas cotações praticadas, os agentes permanecem retraídos e somente lotes pontuais seguem sendo comercializados.

RS: cotações nominais em um mercado pouco ofertado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 169 e R$ 170 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 169. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 164 e R$ 165 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: mercado lento e preços nominais no estado. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações nominais de compra entre R$ 170 e R$ 171 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 164,50 por saca para embarque e pagamento em meados de julho deste ano. Para 2022, indicações nominais na faixa de R$ 168 por saca CIF na região portuária.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão e no óleo, e em alta no farelo na sexta-feira. Nas posições spot, perdas de 2,29% no grão e de 4,93% no óleo, e ganhos de 0,44% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 15,5125 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 15,0850 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 36,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com perdas de 28,75 pontos, com negócios a US$ 14,8125 por bushel.

• A previsão de clima favorável às lavouras dos Estados Unidos nos próximos dias, a queda acentuada do óleo e os reflexos do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pressionaram as cotações.

• Notícia veiculada pela agência Reuters hoje indica que o governo Biden estaria disposto a aliviar as exigências da lei de biocombustíveis nos Estados Unidos. Com isso, especula-se que a mistura de óleos vegetais na fabricação de combustíveis e outras exigências poderiam ser revisadas. A perspectiva de queda na demanda ajudou a acentuar as perdas.

• Para completar o cenário negativo, dois pontos: condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, contribuindo para o potencial produtivo; e o impacto do relatório baixista do USDA, divulgado ontem, e que apontou estoques americanos e globais acima do esperado.

• Até a divulgação do levantamento de área plantada dos EUA no próximo dia 30, o mercado de clima deverá continuar direcionando os preços futuros em Chicago.


CHINA Durante sua reunião com os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na segunda-feira, o presidente norte-americano, Joe Biden, deve pressionar a aliança a fazer mais para conter a crescente ameaça da China, enquanto ainda dissuade a ameaça persistente da Rússia. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". Mas ele encontrará ceticismo de alguns aliados que questionam qual papel a Otan pode ter na China - que é vista como uma ameaça militar direta na região do Atlântico Norte - e se tais esforços poderiam desviar o foco do objetivo principal da aliança de dissuadir a Rússia.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em alta de 1,08% no mercado à vista, cotado a R$ 5,1210 para venda, no maior valor de fechamento em dez dias, em sessão volátil seguindo o exterior avesso ao risco e com o desempenho negativo das moedas de países emergentes. Aqui e lá fora, investidores aguardam a "super quarta", na semana que vem, com as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central (BC). Com isso, a moeda interrompeu duas semanas de queda e fechou valorizada em 1,69%. A economista-chefe do banco Ourinvest, Fernanda Consorte, ressalta que o dólar exibiu alta expressiva refletindo os dados mais fortes da inflação norteamericana, divulgados ontem, e resultou em avanços nos rendimentos das taxas futuras do governo norte-americano, as treasuries, mesmo com o vencimento de 10 anos (T-Note) operando ao redor de 1,45%, menor nível desde março.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





Rod. BR 373 - km 400 | Candói - PR | Brasil - CEP: 85.140-000
© 2021 | Todos os Direitos Reservados. Ultramax