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Informativo Diário

15/06/2021

SOJA TEM QUARTO PREGÃO CONSECUTIVO DE PERDAS ACENTUADAS, PREÇOS DESPENCAM NO FÍSICO E MERCADO SEGUE TRAVADO

Na segunda-feira, o mercado interno de soja iniciou a semana bastante lento nas diferentes praças de negociação do país. Diante do quarto pregão consecutivo de perdas significativas em Chicago, a commodity perdeu o patamar de US$ 15,00 por bushel e chegou a operar nos níveis de US$ 14,55 ao longo do dia. O câmbio também registrou perdas acentuadas, contribuindo para o forte recuo das cotações domésticas. Com pouca atratividade, boa parte dos agentes esteve fora de mercado e o mercado permanece vazio de ofertas.

RS: dia de firme queda nos preços em um mercado vazio de ofertas. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 165 e R$ 166 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 165. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 160 e R$ 161 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: cotações recuando no estado e mercado bastante lento. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações nominais de compra entre R$ 165 e R$ 166 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 161 por saca para embarque e pagamento em meados de julho deste ano.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na segunda-feira. Nas posições spot, perdas de 2,40% no grão, de 2,45% no farelo e de 1,52% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 15,0425 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,7225 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 35,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com perdas de 34,5 pontos, com negócios a US$ 14,48 por bushel.

• A posição julho atingiu o menor patamar desde 20 de abril, enfileirando a quarta sessão de perdas consistentes.

• Os fatores de pressão foram os mesmos da semana passada: a previsão de temperaturas mais baixas e chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos - favorecendo as lavouras, vendas por parte de fundos e a especulação de que o governo americano alivie as medidas de biodiesel na mistura de combustíveis, o que diminuiria a demanda por óleos vegetais.

• As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 128.092 toneladas na semana encerrada no dia 10 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 125 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 239.384 toneladas.

• No final do dia, o USDA divulga seu levantamento de acompanhamento das lavouras. O mercado espera que o plantio tenha evoluído de 90% para 95%. As condições das lavouras entre boas e excelente com dições devem cair de 67% para 65%.


CHINA O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse que a cúpula da aliança hoje em Bruxelas servirá para tratar das ameaças de países como a China e também da Rússia. Ele defendeu uma resposta conjunta contra o poderio militar chinês. "Falaremos sobre a China e vimos a convergência de pontos de vista entre os aliados. Todos nós reconhecemos que os pesados investimentos da China em capacidades militares, o comportamento coercitivo continuado e sua crescente influência são importantes para nossa segurança. E precisamos responder a isso juntos como uma aliança", afirmou.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,97% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0710 para venda, em meio à entrada de fluxo estrangeiro vindo de captações externas. Além disso, o mercado aguarda pelas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira. O gerente da mesa de câmbio da Correparti, Guilherme Esquelbek, destaca que em sessão de pouca liquidez, a perspectiva de fluxo positivo para o país vindo das últimas captações externas e de novas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) ajudaram a moeda sustentar queda por toda a sessão e renovar mínimas no nível de R$ 5,05.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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