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Informativo Diário

30/08/2021

ACOMPANHANDO PERDAS DE CHICAGO E DÓLAR, PREÇOS DA SOJA RECUAM E MERCADO ENCERRA A SEMANA TRAVADO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana travado nas diferentes praças de negociação do país. Diante de uma semana marcada pela lentidão das negociações, os preços físicos da commodity encerraram mais baixos e o mercado permanece vazio de ofertas. Em Chicago, a soja finalizou o dia novamente no campo negativo, com o contrato novembro/21 se aproximando da linha ao redor de US$ 13,00 por bushel. Da mesma forma, o câmbio também registrou perdas significativas, fechando abaixo do patamar de R$ 5,20 por dólar pela primeira vez em mais de duas semanas.

RS: dia de queda nos preços em um mercado bastante lento. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de outubro, indicações na faixa de R$ 170 por saca CIF. No interior do estado, indicações até R$ 167 por saca FOB para embarque e pagamento em meados de setembro.

PR: mercado pouco ofertado e cotações mais fracas no estado. Para embarque e pagamento em meados de fevereiro/22, indicações entre R$ 161 e R$ 162 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 165 por saca para embarque e pagamento em meados de setembro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, perdas de 0,60% no grão, de 0,64% no farelo e de 0,04% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato setembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,6825 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,5925 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 19 pontos nos principais vencimentos. O vencimento novembro/21 operava com perdas de 8 pontos, com negócios a US$ 13,1825 por bushel.

• A previsão de chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos, favorecendo as lavouras, pressionou o mercado.

• As perdas foram limitadas pelos sinais de demanda pela soja americana. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 129 mil toneladas para a China por parte de exportadores privados. O mercado chinês tem voltado a sua atenção para a oleaginosa dos Estados Unidos e a expectativa é de mais compras para o último trimestre do ano.

• Para a próxima semana, atenções voltadas para os relatórios a serem divulgados pelo USDA. Na segunda, inspeções semanais e condições das lavouras americanas. Na quinta, dados para as vendas líquidas da semana.


CHINA Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 129.000 toneladas de soja em grão para a China. A entrega está programada para a temporada 2021/22. Toda operação envolvendo a venda de volume igual ou superior a 100 mil toneladas do grão, feita para o mesmo destino e no mesmo dia, tem que ser reportada ao USDA.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em R$ 5,1970, com queda de 1,12%. Tal movimento foi reflexo da fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ainda pela manhã, demonstrando preocupação com a inflação e indicando que a retirada de estímulos à economia deve começar ainda em 2021. O economista da Nova Futura, Nicolas Borsoi, ressalta o pronunciamento do presidente do Fed: "Foi importante o Powell mostrar que ele é favorável ao tapering (remoção de estímulos), porém ele também se mostrou preocupado com o mercado de trabalho e não sinalizou o aumento dos juros em curto prazo", analisa.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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