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Informativo Diário

13/09/2021

EM DIA DE USDA, SOJA TEM FIRME ALTA EM CHICAGO, PREÇOS AVANÇAM NO FÍSICO, MAS MERCADO ENCERRA A SEMANA CALMO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana calmo nas diversas praças de negociação do país. Com forte alta em Chicago após a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços da commodity avançaram no mercado físico, porém apenas lotes pontuais foram comercializados ao longo do dia. Os ganhos significativos do câmbio também contribuíram para a firmeza das cotações. A ponta vendedora permanece retraída, aguardando melhores condições para voltar a negociar.

RS: dia de alta nos preços e negócios moderados reportados no estado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de outubro, indicações até R$ 176,50 por saca CIF. No interior do estado, indicações até R$ 171,50 por saca FOB para embarque e pagamento dentro do mês de setembro.

PR: cotações nominais no estado em um mercado calmo. Para embarque em fevereiro/22 e pagamento em meados de abril/22, indicações entre R$ 160,50 e R$ 161,50 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 171 por saca para embarque e pagamento em meados de outubro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no farelo, e mistos no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,31% no grão e de 1,69% no farelo, e perdas de 0,49% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 13,00 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 12,8650 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 7,50 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/22 operava com perdas de 7,50 pontos, com negócios a US$ 12,7650 por bushel.

• Apesar do relatório baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indícios de maior demanda ajudaram na recuperação técnica de hoje, que diminuiu a queda semanal para 0,42% na posição novembro.

• O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,374 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,04 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,363 bilhões ou 118,74 milhões. Em agosto, a indicação era de 4,339 bilhões de bushels ou 118,08 milhões de toneladas.

• A produtividade foi elevada de 50 bushels por acre para 50,6 bushels, enquanto o mercado estimava 50,3 bushels por acre.

• Os estoques finais estão projetados em 185 milhões de bushels ou 5,03 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 178 milhões ou 4,84 milhões de toneladas. No mês passado, os estoques finais estavam estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas.

• O USDA indicou esmagamento em 2,180 bilhões de bushels e exportação de 2,090 bilhões. Em agosto, os números eram de 2,205 bilhões e 2,055 bilhões, respectivamente.

• Em relação à temporada 2020/21, o USDA elevou a previsão para os estoques de passagem de 160 milhões de bushels para 175 milhões - de 4,54 milhões para 4,76 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 166 milhões de bushels ou 4,52 milhões de toneladas.

• O USDA projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 384,42 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 98,89 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em agosto, o USDA indicou produção de 383,63 milhões e estoques de 96,15 milhões de toneladas.

• A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,04 milhões de toneladas, contra 118,08 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 101 milhões de toneladas.

• Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 363,27 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 95,08 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 92,5 milhões de toneladas.

• A produção do Brasil foi mantida em 137 milhões. Já a safra argentina ficou em 46 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi elevada de 97 milhões para 99 milhões de toneladas.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.471.900 toneladas na semana encerrada em 2 de setembro. A China liderou as importações, com 764.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e e 1,6 milhão de toneladas.


CHINA A China importou 50,1 milhões de toneladas de soja do Brasil de janeiro a agosto de 2021. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 7% inferior ao comprado no mesmo período de 2020. O país é o maior comprador da oleaginosa brasileira.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em R$ 5,2670, com alta de 0,76%. O começo da sessão apresentou volatilidade, mas no período da tarde a moeda norte-americana guinou para uma sólida alta. A euforia vista ontem nos mercados, após a nota do presidente Jair Bolsonaro, se dissipou a e hoje o dólar voltou a prevalecer ante o real.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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