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Informativo Diário

20/09/2021

REFERENCIAIS SEGUEM EM SENTIDOS OPOSTOS, PREÇOS OSCILAM DE FORMA MISTA E MERCADO ENCERRA A SEMANA CALMO NO PAÍS

Na sexta-feira, o mercado interno de soja encerrou a semana lento nas principais praças de negociação do país. Diante de perdas de até 14,50 pontos em Chicago durante o dia, os preços físicos da commodity oscilaram de forma mista e somente lotes pontuais foram comercializados no país. O câmbio avançou novamente, chegando a operar acima do patamar de R$ 5,30 por dólar e fechando pouco abaixo desse nível. Garantindo bons negócios nas sessões anteriores, os agentes se retraíram, aguardando melhores oportunidades para voltar aos negócios.

RS: preços nominais em um mercado pouco movimentado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de outubro, indicações até R$ 178 por saca CIF. No interior do estado, indicações até R$ 173 por saca FOB para embarque e pagamento dentro do mês de setembro.

PR: dia de pouca movimentação em um mercado pouco ofertado. Para embarque em fevereiro/22 e pagamento em meados de abril/22, indicações entre R$ 158 e R$ 159 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 171 por saca para embarque e pagamento em meados de outubro, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO(CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em queda no grão, no farelo e no óleo na sexta-feira. Nas posições spot, perdas de 0,92% no grão, de 0,49% no farelo e de 0,95% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 12,9850 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 12,84 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas de até 9,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/22 operava com perdas de 9,25 pontos, com negócios a US$ 12,9950 por bushel.

• Após ter atingido ontem o melhor patamar desde 31 de agosto, o mercado abriu a possibilidade de um movimento de realização de lucros por parte de fundos e especuladores.

• Com isso, a posição novembro encerrou a semana acumulando desvalorização de 0,19%.

• Em termos fundamentais, o mercado recebeu pressão sazonal da proximidade do início da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos. Além disso, seguem as preocupações com possíveis cancelamentos de vendas americanas, principalmente para a China.

• As dificuldades logísticas para os embarques prosseguem nos Estados Unidos, ainda reflexo da passagem do furacão Ida. Com isso, a demanda tem se deslocado para o mercado brasileiro. Mesmo assim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou uma venda de 132 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China.


CHINA A China candidatou-se formalmente a aderir a um pacto comercial com 11 nações da Ásia-Pacífico, à procura de atrair aliados norte-americanos tradicionais para a sua órbita econômica enquanto a competição por alianças se intensifica entre Pequim e Washington. As informações são da agência de notícias "Dow Jones". O Ministério do Comércio da China anunciou que apresentou o pedido para integrar o Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP) à Nova Zelândia, o membro mediador do acordo.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em R$ 5,2890, com alta de 0,43%. A moeda norteamericana subiu durante toda a sessão - com ênfase na manhã -, impactada pela receptividade negativa do mercado com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), vista como uma manobra populista que visa as eleições de 2022. De acordo com fonte ouvida pela CMA, "a notícia do IOF foi péssima. Não tem sentido aumentar imposto para financiar um projeto político, com a conivência do (ministro da Economia) Paulo Guedes". A fonte ainda diz que Guedes também já entrou no "modo reeleição".


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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