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Informativo Diário

09/06/2021

COM ALTA ACENTUADA EM CHICAGO, PREÇOS FÍSICOS AVANÇAM E MELHORES NEGÓCIOS SÃO REGISTRADOS NO PAÍS

Na terça-feira, o mercado interno de soja apresentou movimentação moderada nas diversas praças de negociação do país. Em dia de firme alta em Chicago, a commodity voltou a encostar nos níveis de US$ 16,00 por bushel, mas perdeu força na parte da tarde e encerrou com ganhos da casa dos 19 pontos. O câmbio operou lateralizado e fechou praticamente estável, próximo dos R$ 5,00 por dólar. Com isso, os preços físicos tiveram alta, dando mais ânimo aos agentes e possibilitando melhores negócios.

RS: cotações oscilando de forma mista em um mercado com negócios moderados reportados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 174 e R$ 175 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 172. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 168 e R$ 169 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: dia de alta nos preços e negócios moderados reportados. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações nominais de compra entre R$ 175 e R$ 175,50 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 169 por saca para embarque e pagamento em meados de julho deste ano.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no farelo, e em alta no óleo na terça-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,26% no grão, de 0,74% no farelo e de 1,76% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 15,9750 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 15,80 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 32 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com ganhos de 27,5 pontos, com negócios a US$ 15,4975 por bushel.

• O clima seguiu sendo motivo de preocupação nos Estados Unidos e voltou a pressionar as cotações, com as lavouras em condições abaixo do esperado pelo mercado.

• O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de junho, 67% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 70% -, 27% em situação regular e 6% em condições entre ruins e muito ruins. No ano passado, neste período, 72% das lavouras estavam entre boas e excelentes condições.

• A área plantada estava apontada em 90%. O mercado esperava o número em 92%. Na semana passada, o número estava em 84%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 84%. A média é de 79%.

• Os agentes também começam a se posicionar frente ao relatório de junho do USDA. O Departamento deve elevar a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2021/22. O relatório de junho será divulgado nesta quinta, 10, às 13hs.

• Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção de 4,414 bilhões de bushels em 2021/22. Em maio, a previsão ficou em 4,405 bilhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões.

• Para os estoques, o mercado aposta estimativa de 139 milhões. Em maio, o USDA indicou estoques em 140 milhões de bushels. A previsão para 2020/21 deverá passar de 120 milhões para 122 milhões de bushels.

• Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 91,6 milhões de toneladas, contra 91,1 milhões estimados em maio. Para 2020/21, a previsão deverá passar de 86,6 milhões para 86,7 milhões de toneladas.

• A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá ter sua estimativa elevada de 136 milhões para 136,2 milhões de toneladas. A safra argentina pode ter corte, passando de 47 milhões para 46,5 milhões de toneladas.


CHINA A China importou 34,086 milhões de toneladas de soja do Brasil de janeiro a maio de 2021. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 2% superior ao comprado no mesmo período de 2020. O país é o maior comprador da oleaginosa brasileira. Em segundo lugar, ficou a Espanha, com 1,755 milhão toneladas, 3% acima de igual período do ano passado. A Holanda aparece em terceiro lugar, com 1,575 milhão de toneladas, queda de 21% ano a ano. No geral, as exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 48,312 milhões de toneladas em 2021. Em igual período do ano passado foram 46,047 milhões de toneladas.


CÂMBIO O dólar comercial fechou com ligeira alta de 0,05% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0400 para venda, em sessão de forte volatilidade calibrando o movimento externo, onde a moeda norte-americana ganhou terreno frente aos pares, enquanto algumas das principais divisas de países emergentes operaram com ganhos. Um viés de ajuste local também corroborou para a volatilidade do dólar, antes de dados de inflação nas principais economias.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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