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Informativo Diário

01/10/2021

EM DIA DE USDA, PREÇOS DA SOJA RECUAM FIRMEMENTE NO FÍSICO E MERCADO TEM SESSÃO TRAVADA

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve travado nas diversas praças de negociação do país. A commodity iniciou o pregão de forma positiva, com Chicago dando sustentação às cotações domésticas. Contudo, após a divulgação do relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a soja passou a operar com perdas acima dos 28 pontos na CBOT, resultando em perdas acentuadas nos preços físicos. Diante disso, boa parte dos agentes ficou fora de mercado e não foram reportados negócios envolvendo volumes significativos no país.

RS: houve queda nos preços em um mercado travado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de outubro/novembro, indicações até R$ 177 por saca CIF no melhor momento do dia. No interior do estado, indicações até R$ 172 por saca FOB para embarque e pagamento dentro do mês de setembro, também no melhor momento do dia.

PR: cotações apenas nominais em um mercado vazio de ofertas. Para embarque em fevereiro/22 e pagamento em meados de abril/22, indicações entre R$ 162 e R$ 163 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações de compra até R$ 170,50 por saca para embarque e pagamento em meados de outubro.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, em queda no farelo e em alta no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, perdas de 2,16% no grão e de 3,51% no farelo, e ganhos de 1,74% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato novembro/21 do grão atingiu a máxima de US$ 12,95 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 12,56 por bushel. Por volta das 13h (Brasília), a soja operava com perdas acima dos 18 pontos nos principais vencimentos. O vencimento março/22 operava com perdas de 16,75 pontos, com negócios a US$ 12,8175 por bushel.

• O mercado foi pressionado pelo relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou número bem acima do esperado.

• A posição novembro encerrou setembro com desvalorização de 2,82%. No trimestre, a commodity recuou 10,22%.

• Os estoques trimestrais totalizaram 256 milhões de bushels. O volume estocado recuou 51% na comparação com igual período de 2020. O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 172 milhões de bushels. Do total, 68,1 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com queda de 52%. Os estoques fora das fazendas somam 188 milhões de bushels, com baixa de 51%.

• A safra norte-americana de soja em 2020 foi revisada para cima pelo USDA. A produção está agora estimada em 4,216 de bushels, com aumento de 80,8 milhões de bushels frente à projeção anterior. Em toneladas, a produção está agora estimada em 114,75 milhões de toneladas.

• A área plantada teve sua estimativa revisada para 83,4 milhões de acres. A área colhida está projetada em 82,6 milhões de acres. A produtividade média está agora estimada em 51 bushels por acre, com alta de 0,8 bushel.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.093.900 toneladas na semana encerrada em 23 de setembro. A China liderou as compras com 776.500 toneladas.

• Para 2022/23, as vendas ficaram em 7.800 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,2 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.


CHINA O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China subiu para 50,0 pontos em setembro, após registrar 49,2 pontos em agosto, de acordo com dados divulgados pelo instituto IHS Markit em parceria com o grupo de mídia Caixin. Já sobre a atividade do setor de serviços, subiu para 53,2 pontos em setembro, ante 47,5 pontos em agosto, segundo dados divulgados pelo departamento de estatísticas do país. Leituras acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores apontam contração. O componente de novos pedidos subiu de 42,2 para 49,0 pontos, enquanto o subíndice de confiança avançou de 57,4 para 59,1 pontos, e segue indicando expansão.


CÂMBIO O dólar encerrou a sessão em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,4490 para venda. Em dia de fechamento da Ptax (taxa na qual serão baseados os contratos do próximo mês), além do risco inflacionário doméstico que não se dissipa, a moeda norteamericana ganha força ante o real. Em setembro, o dólar valorizou 5,6%, enquanto, no trimestre, avançou 9,59%. "O dólar subiu mais de 5% este mês, e vai se fortalecendo tanto aqui quanto lá fora. Ele ganha das moedas emergentes e dos seus pares (DXY)", pontua o analista de riscos da Ajax Capital, Rafael Passos. Por ser fechamento de mês, o analista também vê hoje como uma data atípica para o câmbio.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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