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Informativo Diário

09/04/2021

DÓLAR TEM FIRME QUEDA, PREÇOS RECUAM E COMERCIALIZAÇÃO SEGUE EM RITMO LENTO NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve pouco movimentado nas diversas praças de negociação do país. Com a queda acentuada do câmbio, que chegou a operar nos níveis de R$ 5,53 por dólar ao longo do pregão, os preços físicos da commodity recuaram em boa parte das regiões e os negócios permaneceram limitados a volumes pouco significativos. A recuperação dos prêmios e o avanço em Chicago impediram perdas mais consistentes.

RS: as cotações seguem oscilando de forma mista e poucos lotes continuam sendo negociados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de maio/junho’21, indicações nominais entre R$ 178 e R$ 178,50 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 173. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 166 e R$ 167 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: dia de pouca movimentação e preços nominais no estado. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicação de compra na faixa de R$ 178,50 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra a R$ 164 por saca no disponível.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em alta no grão e no óleo, e mistos no farelo na quinta-feira. Nas posições spot, ganhos de 0,46% no grão e de 1,00% no óleo, e perdas de 0,56% no farelo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,2250 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,1525 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento jul/21 operava com ganhos de 4,5 pontos, com negócios a US$ 14,0750 por bushel.

• À espera dos números do relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado absorveu os dados de exportação semanal e se posicionou com base em fatores técnicos.

• As vendas líquidas semanais somaram 246.600 toneladas, dentro da estimativa do mercado, que era entre 100 mil e 550 mil. O destaque foi o retorno da China como comprador, o que ajudou a sustentar as cotações.

• A produção brasileira de soja deverá totalizar 135,54 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com aumento de 8,6% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 124,84 milhões de toneladas. A projeção foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em março, a Conab indicava produção de 135,13 milhões de toneladas. A revisão para cima entre uma estimativa e outra ficou em 0,3%, o que chegou a pressionar os contratos no início da sessão.

• Amanhã, as atenções se voltam para o USDA. O Departamento deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos na temporada 2020/21. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 119 milhões de bushels. Em março, a previsão ficou em 120 milhões.

• A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 83,7 milhões de toneladas, mesmo número estimado no mês passado pelo Departamento.

• A estimativa para a produção brasileira de soja em 2020/21 deverá passar de 134 milhões para 134,4 milhões de toneladas, segundo o mercado. Para a safra argentina, a aposta é de um corte, com o número passando de 47,5 milhões para 46,8 milhões de toneladas.


CHINA O Departamento do Comércio dos Estados Unidos adicionou sete entidades de supercomputação da China à chamada lista de entidades por seu apoio à modernização militar chinesa e outros esforços considerados desestabilizadores. Segundo o Departamento, em comunicado, as entidades "estão envolvidas na construção de supercomputadores usados pelos atores militares da China, seus esforços desestabilizadores de modernização militar e / ou programas de armas de destruição em massa".


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 1,27% no mercado à vista, cotado a R$ 5,5740 para venda, influenciado pelo exterior em meio ao ambiente mais positivo para as moedas de países emergentes reagindo à postura acomodatícia reiterada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norteamericano). Aqui, um diretor do Banco Central (BC) confirmou que a taxa Selic subirá 0,75 ponto percentual (pp) em maio, magnitude já contratada pela autoridade monetária na ata da última reunião, no mês passado.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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