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Informativo Diário

13/05/2021

EM DIA DE USDA, PREÇOS AVANÇAM E NEGÓCIOS MODERADOS SÃO REPORTADOS NO PAÍS

Na quarta-feira, o mercado interno de soja esteve calmo nas principais praças de negociação do país. Em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a commodity chegou a operar nos níveis de US$ 16,77 por bushel em Chicago. O câmbio também avançou, retornando ao patamar de R$ 5,30 por dólar e contribuindo para o avanço das cotações domésticas. Apesar da firme alta dos preços físicos, o mercado segue pouco ofertado e um volume moderado de negócios foi registrado. Rumores apontam pelo menos 100 mil toneladas de soja trocando de mãos ao longo do dia no país.

RS: dia de alta nos preços e negócios moderados reportados. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicações de compra entre R$ 186 e R$ 187 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 184. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 178 e R$ 179 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: mercado calmo e cotações firmes no estado. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicação de compra até R$ 187 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra até R$ 177 por saca para embarque e pagamento em meados de junho.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão, no farelo e no óleo na quarta-feira. Nas posições spot, ganhos de 1,40% no grão, de 0,31% no farelo e de 2,38% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 16,7725 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 16,6050 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 39 pontos nos principais vencimentos. O vencimento jul/21 operava com ganhos de 30,75 pontos, com negócios a US$ 16,4550 por bushel.

• As posições com vencimentos mais distantes registraram perdas moderadas. O mercado avaliou o relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

• O levantamento, que trouxe os primeiros números para a temporada 2021/22, não trouxe grandes surpresas e alguns pontos baixistas, como estoques globais e americanos acima do esperado pelo mercado.

• Mesmo assim o mercado não cedeu tanto, o que já era esperado, tendo em vista que o quadro ainda aponta estoques apertados. Além disso, o desempenho positivo do petróleo e dos óleos vegetais ajudou a segurar o mercado no território positivo.

• O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,405 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,88 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,441 bilhões ou 120,86 milhões.

• Os estoques finais estão estimados em 140 milhões de bushels ou 3,81 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 132 milhões ou 3,59 milhões de toneladas.

• O USDA indicou esmagamento em 2,225 bilhões de bushels e exportação de 2,075 bilhões.

• Em relação à temporada 2020/21, o USDA manteve os estoques de passagem projetado em 120 milhões de bushels, o equivalente a 3,27 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 118 milhões de bushels ou 3,21 milhões de toneladas.

• O relatório projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 385,53 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 91,1 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 88,8 milhões de toneladas.

• A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,88 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 103 milhões de toneladas.

• Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 362,95 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 86,55 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 86,9 milhões de toneladas.

• A produção do Brasil foi mantida em 136 milhões de toneladas, dentro do esperado pelo mercado. Já a safra argentina foi cortada de 47,5 milhões para 47 milhões de toneladas. O mercado apostava em safra de 46,7 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi mantida em 100 milhões de toneladas.


CÂMBIO A preocupação com um aperto monetário nos Estados Unidos após dados de inflação mostrarem uma aceleração dos preços no país tem trazido forte aversão ao risco aos mercados globais, consequentemente, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,56%, cotado a R$ 5,3060 para venda. Paralelo a isso, ainda está ocorrendo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia no Brasil, deixando o cenário político incerto por aqui.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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