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Informativo Diário

18/06/2021

SOJA TEM QUEDA HISTÓRICA EM CHICAGO, PREÇOS DERRETEM NO FÍSICO E MERCADO TEM DIA TRAVADO

Na quinta-feira, o mercado interno de soja esteve travado nas diferentes praças de negociação do país. Com perdas históricas acima dos 118 pontos em Chicago, a commodity encerrou no menor patamar desde meados de janeiro deste ano, resultando em uma queda acentuada nos preços no mercado doméstico. Contribuindo para o cenário negativo, o câmbio recuou e voltou a testar a linha de R$ 5,00 por dólar. Diante desse cenário, os agentes saíram de mercado e somente indicações nominais de preço foram reportadas. Os preços dos fretes avançam no estado do Mato Grosso, sendo a maior alta nos fretes com origem na região de Querência.

RS: cotações significativamente mais baixas e mercado travado no estado. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de agosto/21, indicações nominais de compra entre R$ 152 e R$ 153 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 152. No interior do estado, indicações nominais entre R$ 146 e R$ 147 por saca FOB para embarque e pagamento curtos.

PR: preços acentuadamente mais baixos em um mercado vazio de ofertas. Para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano, indicações nominais de compra entre R$ 152 e R$ 153 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicações nominais de compra na faixa de R$ 146 por saca para embarque e pagamento em meados de julho/agosto deste ano.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam em forte queda no grão, no farelo e no óleo na quinta-feira. Nas posições spot, perdas de 8,19% no grão, de 4,66% no farelo e de 8,86% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato julho/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,3225 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 13,2975 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com perdas de até 66,75 pontos nos principais vencimentos. O vencimento agosto/21 operava com perdas de 66,5 pontos, com negócios a US$ 13,3550 por bushel.

• O grão despencou cerca de 8%. O óleo baixou quase 10% e o farelo caiu 5%, pressionados pela onda de vendas por parte de fundos e especuladores no mercado de commodities nesta quinta.

• A possibilidade dos Estados Unidos elevarem as taxas básicas de juros, sinalizada ontem pelo Federal Reserve, fez os investidores buscarem apostas mais seguras, como o dólar, e se desfazerem de posições no mercado de commodities, temendo os impactos inflacionários. O dólar disparou, trazendo temores de perda de competitividade dos produtos agrícolas americanos.

• O resultado das exportações semanais americanas abaixo do esperado para soja, milho e trigo reforçou o sentimento de que os preços elevados estariam prejudicando a demanda. Além disso, a China anunciou que vai tomar medidas para monitorar de perto os preços internos e o temor é de uma queda na demanda.

• Esse movimento de vendas técnicas e especulativas se somou a um cenário já negativo em termos fundamentais e que atingiu Chicago nas últimas oito sessões.

• Os boletins continuam indicando condições climáticas favoráveis às lavouras americanas. Há ainda o temor que o governo americano alivie as medidas regulatórias no biodiesel, determinando uma diminuição na mistura e uma queda na procura.


CHINA A China intensificou os esforços para conter a cotação das commodities e a especulação, tentando reduzir a ameaça que a alta de preços das matériasprimas representa para a recuperação econômica após a pandemia. As empresas estatais receberam ordens da Comissão de Administração e Supervisão de Ativos para controlar riscos e limitar a exposição aos mercados internacionais de commodities, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto. A comissão solicitou que as companhias informem suas posições em contratos futuros, disseram as fontes, que pediram anonimato porque a informação é confidencial.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,71% no mercado à vista, cotado a R$ 5,0240 para venda, no menor valor de fechamento do ano, em sessão de "ressaca" após as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no qual adiantou que deverá subir a taxa de juros antes do previsto, e do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa Selic pela terceira vez seguida, a 4,25% ao ano, e sinalizou que deve manter o aperto monetário.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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