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Informativo Diário

16/04/2021

DÓLAR E PRÊMIOS RECUAM, PREÇOS OSCILAM DE FORMA MISTA E COMERCIALIZAÇÃO SEGUE LENTA NO PAÍS

Na quinta-feira, o mercado interno de soja permaneceu lento nas diferentes praças de negociação do país. Em uma sessão de poucas novidades, novamente com os principais referenciais seguindo em direções opostas, os preços físicos da oleaginosa tiveram oscilação mista e somente lotes pontuais foram comercializados ao longo do dia no país. Em Chicago, a commodity avançou e se estabeleceu acima dos US$ 14,00 por bushel. Já o câmbio recuou acentuadamente, chegando a operar abaixo de R$ 5,60, fechando pouco acima desse nível. Os prêmios também caíram, contribuindo para a lentidão do mercado.

RS: mercado pouco movimentado e preços nominais. Na região portuária do estado, para embarque e pagamento em meados de maio/junho’21, indicações nominais entre R$ 178 e R$ 179 por saca CIF, enquanto no spot a indicação fica em R$ 176. No interior do estado, comprador indicando entre R$ 169 e R$ 170 por saca FOB para embarque e pagamento curtos. Os trabalhos de colheita avançaram significativamente no estado e atingem aproximadamente 54% da área estimada.

PR: dia de preços nominais e pouca movimentação reportada. Para embarque e pagamento em meados de julho/21, indicação de compra na faixa de R$ 180 por saca CIF na região portuária. Na região oeste, indicação de compra até R$ 170 por saca no disponível, porém sem contrapartida de venda.


CHICAGO (CME/CBOT) Na Chicago Board of Trade (CME/CBOT), os contratos futuros do complexo soja fecharam mistos no grão e no óleo, e em alta no farelo na quinta-feira. Nas posições spot, ganhos de 0,58% no grão, de 0,92% no farelo e de 1,19% no óleo. No melhor momento do dia, o contrato maio/21 do grão atingiu a máxima de US$ 14,21 por bushel. Ao final da sessão, trocou de mãos a US$ 14,1825 por bushel. Por volta das 14h (Brasília), a soja operava com ganhos de até 8,5 pontos nos principais vencimentos. O vencimento jul/21 operava com ganhos de 8 pontos, com negócios a US$ 14,1025 por bushel.

• Foi a terceira sessão seguida de ganhos, com os agentes demonstrando preocupação com o início do plantio nos Estados Unidos e especulando em torno de uma possível transferênciade área para o milho.

• O mercado também avaliou os dados de demanda, divulgados ao longo do dia. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 177,984 milhões de bushels em março, ante 155,158 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 179,179 milhões.

• A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em março somaram 1,771 bilhão de libras, ante o esperado - 1,82 bilhão. No mês anterior, foram 1,757 bilhão de libras. As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 937.023 toneladas em março. No mês anterior, foram 837.815 toneladas.

• As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 90.400 toneladas na semana encerrada em 8 de abril. Representa um forte avanço frente à semana anterior e uma queda de 14% sobre a média das últimas quatro semanas. A Indonésia liderou as importações, com 75.900 toneladas.

• Para 2021/22, foram mais 265.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 100 mil e 500 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.


ARGENTINA O Ministro da Economia, Martín Guzmán, se reunirá em Madrid com o Chefe da Casa Civil, Iván Redondo, e com sua homóloga para a Economia e segunda vice-presidente do Governo da Espanha, Nadia Calviño, em busca de obter apoio internacional contra o vencimento do pagamento da dívida do Clube de Paris e do Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro chegará a Paris amanhã, onde se encontrará com seu parceiro financeiro francês, Bruno Le Maire, para discutir os mesmos assuntos, informou o Ministério da Economia. Guzmán está acompanhado em sua viagem pelo diretor do FMI para a Argentina e Cone Sul, Sergio Chodos, e a chefe de gabinete do Ministério da Economia, Melina Mallamace.


CÂMBIO O dólar comercial fechou em queda de 0,74% no mercado à vista, cotado a R$ 5,6270 para venda, acompanhando o apetite por risco que prevaleceu no exterior ao longo do pregão, reagindo aos indicadores de atividade mais fortes nos Estados Unidos, além da queda mais intensa dos rendimentos das taxas de juros futuros dos títulos do governo norte-americano, as treasuries. Com isso, a moeda engatou o terceiro pregão seguido de queda.


Fonte: CMA Group - Safras & Mercado.





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